Ajudar quem precisar

Estamos vivendo em momentos difíceis.


Eu queria muito ter parado de falar de covid e voltar a temas mais leves em setembro no ano passado, mas não está sendo possível. É 2020 tudo de novo.

E por causa disso precisamos ainda mais nos ajudar. Quem puder ajudar quem precisar.

Será que em um ano não aprendemos nada? No começo da pandemia muitas instituições e organizações se movimentaram para ajudar quem não tinha o básico para a sobrevivência e higiene. E depois, com muito atraso, veio o auxílio emergencial. Vi amigos e pessoas próximas tendo uma esperança de não terem que pedir comida por causa do auxílio.

Agora, em 2021, temos uma variante mais letal, uma piora nos casos e mortes, e sem auxílio emergencial. É por isso que precisamos nos ajudar.


Esses dias passou em casa um senhor vendendo salgados em uma caixa de isopor. Ele disse que a esposa fazia. Perdeu o emprego, e estava ali no sol de meio dia vendendo salgados para manter a renda. Eu, que não perdi o emprego (pelo menos por enquanto) pude ajudar. Os salgados são deliciosos. O sentimento de ajudar é indescritível.

Esse senhor ainda pôde juntar alguns recursos, a esposa faz salgados. Muitos sequer estão tendo a chance de se organizar pra trabalhar com algo e manter sua dignidade.

Se você pode ajudar, comprando de quem está passando em sua porta, ou em algum ponto da cidade, faça isso. É tempo de ajudar quem precisar. Não vamos sair dessa sozinhos.

Informações na Pandemia

“Em uma pandemia, devemos escutar os cientistas.”


E isso não fui eu quem disse, não. Foi o Leandro Karnal, professor de história e doutor da universidade de Campinas.

Mas como ultimamente eu tenho mais colocado falas de outras pessoas aqui, o que não faz sentido com o nome do blog: Hoje é dia de curadoria! Onde eu indico melhores links da internet pra você passar seu tempo e se informar.

E a minha primeira curadoria aqui vai para ele, que é biólogo, pesquisador e paladino da quarentena, o Atila Iamarino. Ele é divulgador científico a muito mais tempo que a Covid existe, mas ganhou muito mais destaque com as Lives do seu canal no Youtube e o histórico programa do Roda Viva de recorde de audiência.

No instagram @oatila, ele tem vídeos divulgando pesquisas no IGTV sobre como funcionam os testes, como se proteger de forma prática.

E aqui eu indico o Twitter dele, @oatila. Mesmo que você não use o Twitter, vale a pena acessar, pois lá ele posta gráficos que ajudam a entender como a pandemia está acontecendo aqui e no mundo todo. E, caso você use o Twitter, siga @coisadpedro por lá.

Uma indicação bônus vai para o @capyvara. O Marcelo Oliveira é engenheiro de software e também tem postado gráficos muito interessantes e didáticos para entendermos tudo o que está acontecendo com a Covid.

É importante se manter informado. Mais importante ainda é manter-se informado sem se desesperar, mas sabendo como agir diante da informação.

Origem da Angústia

Perguntaram para o presidente daquele país “mais à esquerda” como serão as consequências psicológicas da quarentena. Abaixo a tradução da resposta, com o Tweet da Luciana Taddeo.

É angustiante se salvar? Angustiante é adoecer. Não é angustiante preservar a saúde. Isso é angustiante.

Angustiante é que o Estado te abandone, e te diga ‘se vire como puder’. Não que o Estado te diga ‘fique em casa e se cuide enquanto eu vou procurar onde está o vírus’. Isso é angustiante. Que o estado não esteja presente.

Escuto muito esse comentário e quero esclarecer. Eu falo com os epidemiologistas e seguindo o conselho deles é que lhes pedi que as criancas tenham um tempo para sair das casas, que as pessoas tenham um tempo para sair das casas. 

Estamos em uma pandemia que mata gente. Dá para entender?

Estamos em uma pandemia de um virus desconhecido. Dá pra entender?

Estamos em uma pandemia de um virus que não tem remédio nem vacina. Dá para entender?

Fiquem em casa e cuidem-se.

E tentem levar isso da melhor forma possível.

Todos teremos a possibilidade de sair, para arejar, quando preciso. Mas eu peço: deixem de semear angústia.

Angustiante é que não cuidem de você. Angustiante é que o Estado te abandone.

Angustiante é quando o Estado diz “aqui não está acontecendo nada”.

Estão acontecendo coisas sérias. E por isso agimos da forma como agimos.

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