De volta ao trabalho

Pedro sentou-se na mesa e pegou um caderno e uma caneta. Procurou uma folha em branco, e testou a tinta no canto inferior, com um pequeno rabisco em círculo. A caneta funcionou perfeitamente. As ideias, nem tanto.

Lembrou-se que nem era assim que ele escrevia, mais. O tempo de escrever poemas meio que já tinha passado, e agora ele tinha um teclado, e fazia textos para um blog.

Pegou o teclado bluetooth. Tentou ligar, mas ele nem deu sinal de vida. Ficou muito tempo parado. O teclado, não o Pedro. Mas o Pedro também. Enfim…

O teclado resolveu funcionar e sincronizar com o celular. Agora era escrever. Sobre o que o Pedro escrevia, mesmo?

Era alguma coisa sobre pessoas viajando no tempo, ou alguma coisa de alienígenas. Tinha também uns negócios que ele escrevia sobre escrever, e isso ele fazia direto.

Bom, esquece. Escrever agora é só parte do trabalho dele.

Pegou o celular, sem o teclado, mesmo. Em uns dois minutos abriu o editor de imagem e fez ali um post para o Instagram.

Nele dizia “estou de volta”.

É isso. De volta ao trabalho.

Volta das férias

Depois das primeiras ferias planejadas do blog Coisas de Pedro, estou de volta!

Este é exatamente aquele texto de volta das férias, onde eu falo o que eu fiz, por onde andei e como foi esse período de descanso (saudades de fazer textos assim na escola).

Bom, eu tirei férias e parei de publicar textos aqui para sobrar mais tempo. Assim eu pude me concentrar em outros projetos e fazer outras coisas.

Começando pelo meu novo livro de ensaios. As primeiras semanas de férias pude me concentrar cem por cento em escrever crônicas para ele. A maior parte do livro foi escrita em menos de quinze dias. Depois, eu tirei férias até do livro.

Enquanto escrevia bastante, também gravava bastante. Convidei pessoas incríveis para gravar o meu novo formato de entrevistas do podcast, o Conversa de Pedro. O mais inacreditável dessa história toda, é que elas aceitaram! Esse sábado, dia 5 de junho, tem uma entrevista muito legal saindo aqui no blog e no Spotify. Consegui ter conversas realmente significativas e engrandecedoras, e esse próximo episódio do Conversa de Pedro vai te convencer disso.

É isso. Estamos de volta.

Toda terça e quinta um texto novo.

Quinzenalmente, um episódio de podcast.

Você pode acompanhar as novidades seguindo pelo e-mail, no final da página. Ou vai lá no Instagram @coisasdpedro.

Até quinta, com uma crônica. Um beijo!

Escrever todo dia!

Hoje é o segundo dia deste ano em que me propus um desafio do qual consegui cumprir em todo 2020: escrever todo dia.

A diferença é que não estou mais escrevendo um diário, contando coisas que aconteceram durante meu dia. Agora estou criando ideias, histórias e personagens. É um tipo totalmente diferente de escrita. Um exercício ainda maior de criatividade.

E, falando em criatividade, eu extinguí as Segundas Criativas, que eu já expliquei em um texto do ano passado. Isso porque estou tentando criar e escrever todo dia, não somente na Segunda feira. Foi interessante pra mim ter um tempo semanal para a escrita, mas agora estou me esforçando a atingir novos desafios.

Não vou postar todos os dias aqui no Coisas de Pedro. Ainda tenho o podcast, posts quase diários no Instagram e a minha vida pessoal e profissional. Mas escrever ultimamente em sido mais que um hobbie. Mais que algo para passar o tempo.

Tem sido uma aventura.

Escreva um diário

Por 365 dias eu escrevi sobre meus dias. Esse foi meu 2020.

Eu comecei no dia 2 ou 3 de janeiro, detalhando em um arquivo de Word como foi minha virada e os primeiros segundos do ano. Depois disso continuei listando e descrevendo os dias, um após o outro.

Fiquei alguns dias sem escrever, e sentava durante um tempo para tirar o atraso. Não pensei que faria isso até o fim do ano de 2020, mas fiz. E foi uma das melhores coisas do ano.

A sensação de ter ali meus dias registrados, e poder escrever em detalhes meus sentimentos e minha visão das coisas cotidianas é incrível. Eu aprendi a contar histórias melhor. Melhorei minha expressividade e habilidade em descrever acontecimentos. Mais ainda, além disso tudo, eu registrei dos a dia do ano mais maluco de todas as nossas vidas.

Por enquanto este arquivo do Word está descansando no meu Onedrive. 130 páginas em folhas A4. Mais de 67.500 palavras. Não pretendo publicá-lo. Com certeza vou revisitá-lo este ano e nos próximos, quando eu me perguntar “o que eu estava fazendo neste dia de 2020?”. Além de um arquivo de alguns megabytes, fica a experiência, o aprendizado, e todo o incentivo para que você, leitor, faça isso. Registre seus dias. Comece hoje mesmo. Você não vai se arrepender.

O início da perfeição

“Não há nada que não se deve ser escrito. Se um dia existir, deverá ser escrito a fins de registro sobre o que não se pode escrever.

Tudo deve ser escrito à finalidade do aperfeiçoamento, nunca visando a perfeição como destino palpável, mas como a constante mudança e transformação em algo totalmente novo, completo e, por fim, perfeito. A finalidade da arte é perfeita harmonia entre forma (estética) e conteúdo (seja poética, filosófica, jornalística, etc). O autor (no caso, eu) deve buscr a perfeieção não como algo visível, um destino a se chegar, mas como uma constante quase inalcançável. A perfeição utópica. É ela a que vamos buscara. E vamos como loucos. A escrita é uma procura incessante pela perfeição em sua plenitude.”

O texto que você acabou de ler foi escrito dia 14 de outubro de 2016, por um Pedro um pouco mais novo que esse que lhe escreve agora. Quase um ano depois eu comecei este blog que você está. A perfeição ainda não foi alcançada, mas a busca continua. Vasculhando alguns cadernos antigos encontrei esse texto, e achei um bom jeito de começar um ano cheio de Coisas de Pedro. Todas terças e quintas deste 2021 estaremos aqui, e espero vocês pra mais coisas que estão por vir.