Escrever todo dia!

Hoje é o segundo dia deste ano em que me propus um desafio do qual consegui cumprir em todo 2020: escrever todo dia.

A diferença é que não estou mais escrevendo um diário, contando coisas que aconteceram durante meu dia. Agora estou criando ideias, histórias e personagens. É um tipo totalmente diferente de escrita. Um exercício ainda maior de criatividade.

E, falando em criatividade, eu extinguí as Segundas Criativas, que eu já expliquei em um texto do ano passado. Isso porque estou tentando criar e escrever todo dia, não somente na Segunda feira. Foi interessante pra mim ter um tempo semanal para a escrita, mas agora estou me esforçando a atingir novos desafios.

Não vou postar todos os dias aqui no Coisas de Pedro. Ainda tenho o podcast, posts quase diários no Instagram e a minha vida pessoal e profissional. Mas escrever ultimamente em sido mais que um hobbie. Mais que algo para passar o tempo.

Tem sido uma aventura.

Escreva um diário

Por 365 dias eu escrevi sobre meus dias. Esse foi meu 2020.

Eu comecei no dia 2 ou 3 de janeiro, detalhando em um arquivo de Word como foi minha virada e os primeiros segundos do ano. Depois disso continuei listando e descrevendo os dias, um após o outro.

Fiquei alguns dias sem escrever, e sentava durante um tempo para tirar o atraso. Não pensei que faria isso até o fim do ano de 2020, mas fiz. E foi uma das melhores coisas do ano.

A sensação de ter ali meus dias registrados, e poder escrever em detalhes meus sentimentos e minha visão das coisas cotidianas é incrível. Eu aprendi a contar histórias melhor. Melhorei minha expressividade e habilidade em descrever acontecimentos. Mais ainda, além disso tudo, eu registrei dos a dia do ano mais maluco de todas as nossas vidas.

Por enquanto este arquivo do Word está descansando no meu Onedrive. 130 páginas em folhas A4. Mais de 67.500 palavras. Não pretendo publicá-lo. Com certeza vou revisitá-lo este ano e nos próximos, quando eu me perguntar “o que eu estava fazendo neste dia de 2020?”. Além de um arquivo de alguns megabytes, fica a experiência, o aprendizado, e todo o incentivo para que você, leitor, faça isso. Registre seus dias. Comece hoje mesmo. Você não vai se arrepender.

O início da perfeição

“Não há nada que não se deve ser escrito. Se um dia existir, deverá ser escrito a fins de registro sobre o que não se pode escrever.

Tudo deve ser escrito à finalidade do aperfeiçoamento, nunca visando a perfeição como destino palpável, mas como a constante mudança e transformação em algo totalmente novo, completo e, por fim, perfeito. A finalidade da arte é perfeita harmonia entre forma (estética) e conteúdo (seja poética, filosófica, jornalística, etc). O autor (no caso, eu) deve buscr a perfeieção não como algo visível, um destino a se chegar, mas como uma constante quase inalcançável. A perfeição utópica. É ela a que vamos buscara. E vamos como loucos. A escrita é uma procura incessante pela perfeição em sua plenitude.”

O texto que você acabou de ler foi escrito dia 14 de outubro de 2016, por um Pedro um pouco mais novo que esse que lhe escreve agora. Quase um ano depois eu comecei este blog que você está. A perfeição ainda não foi alcançada, mas a busca continua. Vasculhando alguns cadernos antigos encontrei esse texto, e achei um bom jeito de começar um ano cheio de Coisas de Pedro. Todas terças e quintas deste 2021 estaremos aqui, e espero vocês pra mais coisas que estão por vir.

Google, me nota

É difícil ser chamado Pedro.

Eu não preciso confirmar a grafia do meu nome toda vez, ou ensinar todo mundo a pronúncia correta. É um nome simples. Pedro. Mas esse é o maior problema.

Uma pesquisa no Google e você verá que eu estou competindo meu nome com o do Apóstolo Pedro, um centroavante do Flamengo (da mesma idade que a minha, inclusive) e o Pedro Paschal, que fez Narcos. Se eu digito Pedro Henrique, então, piorou. Só jogador de futebol.

Então eu fiz um blog, chamado Coisas de Pedro. Conhece? Pois é. Depois de registrar domínio, fui pesquisar no Google “Coisas de Pedro”, e a primeira coisa que aparece aqui pra mim é a minha página do Facebook. Beleza. Fui rolar pra baixo pra ver cadê o site.
Apareceu um canal do youtube (que não é meu), um post de um blog chamado “A História das Coisas do Pedro” (também não sou eu). Uma categoria de um blog de uma moça, que deixou um amigo dela chamado Pedro escrever (…). Depois apareceram uns livros da Amazon com o nome ou o autor chamado Pedro. Nada do meu blog.

Até tem o site coisasDOpedro.com, que também é um blog escrito por um cara chamado Pedro. Nunca vi na vida.

Depois de muitas páginas e links, apareceu ali. Coisas de Pedro. Um link pequenininho com algum trecho de uma página aqui do site.

Poxa, Google.

Eu já estou no Spotify. Tô até no Google podcasts. Me nota. Nunca te pedi nada, mesmo já tendo te perguntado muita coisa.

Projeto novo

Hoje eu estou muito feliz e animado em anunciar um novo projeto paralelo ao Coisas de Pedro.

Há alguns dias eu abri o Cachorro Magro, blog do Juliano que eu acompanho há algum tempo. O nome do texto mais recente era Novo Projeto. Esse post falava sobre a ideia de um projeto que o Juliano tinha de fazer um blog colaborativo com vários escritores. Em inglês.

Eu comentei no post, o Juliano respondeu. Trocamos uns emails e fizemos um grupo para discutir ideias para o blog.

E hoje inaugura-se o blog

The Nameless Project.

Um blog mundial, feito por pessoas de países e culturas diferentes, para pessoas do mundo todo.

A ideia é justamente juntar várias ideias de pessoas diferentes. E é por isso que não temos um nome. É um projeto amorfo, que vai se moldar com o passar dos textos, dos meses, dos anos.

Em breve teremos contribuições minhas lá, além dos outros autores. O Juliano, direto do Sul do país. O Adriano, lá do Reino Unido e a Pauline, escrevendo da Irlanda.

Hoje o primeiro texto foi publicado. Ele foi escrito pelo criador do site, o próprio Juliano. Confiram lá o post em The Nameless Project.