Segundas Criativas

Ontem foi segunda feira, e há pouquíssimo tempo eu instituí na minha rotina as Segundas Criativas.

É um espaço reservado na minha agenda para que eu escreva textos para a semana inteira do blog. Simples assim. Eu desligo o celular, a internet, qualquer coisa que possa me distrair. E escrevo.

Durante a semana anoto as ideias que podem virar algum texto em uma lista, com frases curtas que me lembrem da ideia. E é nas Segundas Criativas que elas tomam forma e conteúdo em palavras escritas.

Mas, como você pode perceber, eu não sento para escrever somente às segundas feiras. Durante todo o resto da semana eu continuo criando e anotando coisas. Isso acontece porque a inspiração não vem de um só lugar.

Essas Coisas de Pedro, que você lê aqui toda semana (muito obrigado por isso) me estimulam a criar todo o dia, a todo o momento. Estou fazendo diálogos na minha cabeça. Inventando histórias e personagens, ideias de crônicas e textos que aparecem por aqui.

É por isso que eu fiquei muito feliz ao criar, no mês em que completei 3 anos de blog, a Segunda Criativa. É um momento da semana que me faz criar toda a semana. E assim eu continuo enchendo esse blog de coisas…

Desafio dos 4 minutos

Eu tenho que inventar uma história em 4 minutos.

Ele era um herdeiro do trono. Matou o seu irmão para ficar com o reino. Não, não. Muito clássico.

Era um viajante do temp…já usei isso. Esses dias.

Ela é assistente do patrão de uma multinacional, que luta para ser reconhecida no mundo corporativo enquanto aliens invad…

É impossível criar uma história em 2 minutos.
40 segundos?

Mini conto. Um tweet. Poucas palavras. Vai apitar? Não dá pra inventar nada. Aaaaa.

Quebrou meu botão de bloquear tela. Não consigo mais tirar print.

PH

Uma triste história.

Espaçoviária Tempoportoral

– Olá, bom dia!
– Bom dia, senhor. De onde o senhor vem
– Do futuro
– Perdão
– Ah, de 3022. Mas eu sou de 2315. Estoriassendo trabalhandoendo em um projeto. É de revitalização de algumas sociedades. Aqui está

Apresentou seu passaporte, sendo minuciosamente analisado pela funcionária do tempoporto.

É importante a esse ponto acrescentar que, a partir do início das viagens e mudanças do tempo descorridas pelas viagens, os verbos se tornaram extremamente complexos. Não somente os verbos.

– Você não acha Tempoporto uma expressão um pouco estranha? Sei lá, acho que “temporto” ficaria melhor.
– É uma expressão comum e muito sonora no idioma original. Mas acho que o senhor não saberia falar.
– Ah, eu falo muitas línguas antigas.
– Por isso mesmo o senhor não saberia falar – acrescentou – é de uma língua do seu futuro.

Ela olhava o histórico passado e futuro dele. Tudo o que conseguia encontrar somente nos imensos servidores do “temporto”. Era mesmo um estudioso de história. Estareveria no futuro, e voltariará para o futuro dali 500 anos, então não seria ela a vê-lo novamente em seu retorno.

O tempo naquela gigante rodoviária temporal era mais estranho. Passava mais ou menos como se passa em elevadores.

– Mas o senhor consegue dizer o nome de cento e três esportes da primeira civilização. Isso é impressionante!
– Na verdade não foi a primeira civilização. E é nisso que estou trabalhando atualmente – disse, empolgado
– O senhor com certeza fararia um grande serviço para a humanidade. – disse, devolvendo o passaporte
– Obrigado – sorriu

Caminhou até o portão de embarque, e dali quinhentos mil anos conseguiu viajar para dois mil e trezentos anos no passado daquele momento. Chegando exatamente enquanto um celta cabeludo fazerassendoia uma descoberta que mudourasseria a sociedade da época.

Reunião de Roteiristas

Neste mês de outubro a equipe criativa não pôde se reunir como aconteceu nos meses passados.

Isso pode acabar afetando o cronograma que tínhamos para esse ano. Inclusive nas reuniões bimestrais o setor científico já tinha se adiantado, mas a contrapartida deles estava sempre na frente. Agora com o tempo corrido para esse mês, e sem a equipe criativa, nós vamos ter que correr com o que temos, pessoal. Pesquisem aí coisas antigas para reciclar. Talvez algum negócio de exoplaneta novo, ou um órgão do corpo humano. A última vez que tivemos isso foi há alguns anos. Dá pra usar de novo, não dá? Ok.

Tem também o setor de desastres, que ganhou mais orçamento no começo do ano passado. Esse ano vocês estão de parabéns, pessoal. Provavelmente vão ganhar mais um aumento no orçamento. Tem bastante gente feliz com o trabalho de vocês. Mas agora nesse mês de outubro a gente não conseguiu fechar com o pessoal do bom-senso. Então isso vai atrapalhar o que a gente já tinha conversado sobre vida extraterrestres e tudo. Talvez fica pra 2021.

E a equipe de Política Internacional? Bom. Vamos dar uma pausa aqui, né, galera. 2020 tá difícil até pra gente. Podem voltar ao trabalho. Depois do almoço eu quero uma reunião com a equipe do Brasil pra discutir umas decisões de vocês. Obrigado.

Tempo bom que não volta

O tempo bom é o de antigamente.

Hoje em dia as músicas, os programa de TV e essa internet que os neto vive infurnado não prestam, não. Bom mesmo era os programas de antigamente. A noite a família toda sentada assistindo novela junto, o jornal, sabe? É disso que eu tô falando.

Mas bom mesmo era antes. De pequeno a gente brincava na rua de terra com as criança da rua. Depois dos seis anos ajudava o pai e a mãe na roça, e não via a hora de chegar a noite. Todo mundo em volta do rádio ouvindo as notícia e a novela.

Êta tempo bom. Era bom quando aqui nessas terras não tinha europeu. Tô falando a verdade pra você. E lá na Europa tinha música boa, pintura, uns negócio de semana da arte. Era bom, rapaz.

Quando a gente morava em castelo. Nem era a gente que morava, na verdade. Era o rei, a rainha, o pessoal da família deles. A gente morava no esgoto. Mas era bom. Quem passava dos 17, 18 anos tinha uma vida boa, rapaz. Podia fazer o que quisesse. A vila era unida, e as crianças brincavam tudo soltas nas redondezas.

De primeiro a gente não se preocupava com essas bandidagem e droga que tem por aí, não. A gente tinha é que se cuidar pra não morrer de infecção. Mas era um tempo mais feliz, mais saudável. Era uma simplicidade.

Bom mesmo era quando a gente não tinha domesticado os animais. Minino, a gente tinha que cortar a árvore no braço, fazer o moinho de madeira no prego de ferro e girar com a mão. Ih, rapaz… era uns dez ou quinze escravos pra rodar o moinho. Depois de moído o trigo as mulher fazia pão pra semana inteira.

Mas bão, bão memo…era quando a gente era caçador coletor.