Segundas Criativas

Ontem foi segunda feira, e há pouquíssimo tempo eu instituí na minha rotina as Segundas Criativas.

É um espaço reservado na minha agenda para que eu escreva textos para a semana inteira do blog. Simples assim. Eu desligo o celular, a internet, qualquer coisa que possa me distrair. E escrevo.

Durante a semana anoto as ideias que podem virar algum texto em uma lista, com frases curtas que me lembrem da ideia. E é nas Segundas Criativas que elas tomam forma e conteúdo em palavras escritas.

Mas, como você pode perceber, eu não sento para escrever somente às segundas feiras. Durante todo o resto da semana eu continuo criando e anotando coisas. Isso acontece porque a inspiração não vem de um só lugar.

Essas Coisas de Pedro, que você lê aqui toda semana (muito obrigado por isso) me estimulam a criar todo o dia, a todo o momento. Estou fazendo diálogos na minha cabeça. Inventando histórias e personagens, ideias de crônicas e textos que aparecem por aqui.

É por isso que eu fiquei muito feliz ao criar, no mês em que completei 3 anos de blog, a Segunda Criativa. É um momento da semana que me faz criar toda a semana. E assim eu continuo enchendo esse blog de coisas…

Menos desorganizado

Você conseguiu perceber que, desde o começo do mês, eu só fiquei dois dias sem texto? Não? Tudo bem.

Isso é um recorde para mim, e eu estou feliz com isso. E se eu consegui que todo dia às 10h15 um texto fosse postado aqui, foi com certo esforço, e algumas mudanças.

Primeiramente, eu reconheci que carrego um computador no meu bolso. Um computador muito potente (presente da minha editora-chefe) que me possibilita escrever e gerenciar muita coisa do blog. É um celular android, que eu uso junto com um teclado bluetooth simples.

Depois disso, foi só organizar minha agenda. Eu estabeleci a segunda criativa, que é uma hora do primeiro dia da semana que eu uso para pensar nos posts da semana, e começar um rascunho do que virão a ser textos publicáveis.

Finalmente, é só escrever, mesmo. São cerca de quinze minutos do começo até o final do texto, com muitas pausas para procrastinação.

O resultado final é este aqui que você está vendo. Um texto postado exatamente às 10h15 da manhã de terça feira 15 de setembro de 2020. Com todo esse processo eu venho tentado ser menos desorganizado.


Durante essa semana especial de 3 anos de blog (dentro do mês especial de 3 anos do blog) vem mais textos sobre criação e produtividade. Então acesse o Coisas de Pedro amanhã, e depois de amanhã, e sexta. Ah, sábado também. E domingo…

Coisasdepedro.com

Desenterrei um arquivo do OneNote, de 2017. Nele eu fiz uma lista de metas para o meu blog até o texto 150. Este aqui é o texto de número 200.

Este humilde blog pode ter ido longe. Mas ainda não foi longe o bastante.

E é por isso que, a partir de hoje, ao digitar no seu navegador coisasdepedro.com você consegue acessar esse site de uma maneira muito mais fácil. Não só isso, mas você também pode indicar um texto para alguém.

Textos novos continuarão sendo publicados todos os dias às 12h. E, como você reparou ao acessar essa página aqui, os textos agora têm imagens, para ajudar a ilustrar o tema central do texto.

Continuaremos com a série Contágio e os posts diários mais leves. Aos sábados, algum conteúdo mais informativo e embasado com pesquisa e reportagens todos em links durante o texto.

Todos os posts agora tem espaço para comentário, além de eu estar postando no instagram @coisadpedro. Tudo isso pra gente passar por esse momento o mais próximo e mais informado possível.

Obrigado por acessar, por ler até aqui e compartilhar com alguém. Ainda mais durante a pandemia vou continuar enchendo esse blog aqui de coisas.

A incrível arte de não fazer nada

Eu me preocupava muito com o mundo que eu deixaria depois de ir embora. Não somente com respeito à poluição, e as toneladas de lixo que eu deixaria por aqui. Não só sobre as árvores que eu desmatei indiretamente, só para escrever meus contos à mão, ou os peidos, das vacas que eu comi, que abririam um enorme buraco na camada de ozônio.

Não era só sobre tudo isso porque, afinal esse é o básico com o que se preocupar, enquanto ser humano vivendo neste planeta de recursos meio que limitados. Se você não se preocupa com essas coisas, deveria começar a pensar nisso.

Além disso tudo, eu me preocupava com a cultura e a arte, que todos sabemos ser essencial pra a raça humana. Não só para a raça humana como um todo, como também para humanos individuais.

Minha preocupação era: Um dia eu vou morrer, e espero ter deixado algo para que as pessoas pensem “é, ele até que era legal”. Foi por isso que escrevi os poemas no meu eBook Quebra Cabeça, e é por isso que existem textos como este aqui. São pequenas marquinhas que estou deixando no universo.

E essa responsabilidade com o universo me pesava, eu confesso. Meu cochilo de sábado à tarde era interrompido pelo ímpeto de “Ei, Pedro, o que você está fazendo aí? Vá escrever e fazer a diferença no mundo!”

A grande questão é que ninguém precisa fazer a diferença no mundo. E, mesmo que você faça, não fará a mínima diferença no sistema Solar. Se você for muuito bom mesmo, e fizer diferença, a galáxia vai sequer saber da sua existência.

É com base nesse tipo de pensamento que minha digníssima me ensinou a incrível arte de não fazer nada. É perfeito. Você para, senta ou deita em algum lugar. E faz absolutamente nada. Não é fantástico? Para mim foi.

E é até hoje. É uma filosofia de vida que me move a não me mover. Aproveitar o momento sem pensar no que poderia ter sido a minha manhã de domingo se eu fizesse um romance barroco ao invés de dormir até 12h.

Essa motivação tem me levado nestes últimos dias de (quase) quarentena, e é por isso que poucos textos apareceram por aqui nos últimos dias. Aproveite a sua também. Descompromize-se.

52 Semanas

Tudo começa com uma tela em branco. Existe um cursor, em linha reta na vertical, que pisca e indica que esta tela está pronta para receber novas informações, como se me dissesse “E aí, Pedro, não vai parar de enrolar e começar a escrever, não?”

Eu vou. Mas, antes disso, diferente de todos os anos anteriores, eu vou fazer uma programação. Isso porque, primeiramente, as coisas de Pedro já não tem programação, no geral. Este blog, mesmo. Eu tive a ideia de fazer, o nome veio junto com a ideia, e dois dias depois ele já estava publicado.

Depois publiquei Clara aqui, também sem qualquer tipo de organização e planejamento. Foi perfeito, como as coisas sem organização e planejamento tendem a não ser. Mas às vezes acabam sendo.

Aqui a programação:

Temos à frente 52 semanas, que podemos fazer o que quisermos das nossas vidas. Tá, vamos arredondar para baixo. Cinquenta semanas. É um número bom de semanas. Tem sete dias em cada, e vou postar só dois dias por semana. Ou seja, são 100 textos. Quem tem tanta coisa pra falar? Meu Deus.

Tá, digamos que eu poste dois textos toda semana, eu preciso saber sobre o que vou falar em cada um dos textos, e programar a publicação deles com, pelo menos, uns dois dias de antecedência. Levando em conta que são 100 textos, excluindo qualquer texto adicional ou série que eu fizer durante o ano, chegamos à conclusão de que é muito texto.

Se eu fizer mais um texto por semana, serão 150 textos. Eita. Fica nos 100 mesmo.

Faz assim, a gente espera dois textos por semana. Se vier um, na terça de manhã, tá ótimo. Se não vier na quinta, tudo bem. Ninguém desespera. Quintas feiras nem são tão legais mesmo.

Mas se, de repente, vier três textos na semana, com uma série nova ou alguma ideia diferente, a gente publica e fica por isso mesmo. Se não, tudo bem, também. Coisa de Pedro é assim.