Profissão de risco

Era pra eu ter postado um texto novo na terça feira. Eu não postei. E ninguém liga.

Talvez você ligue, já que está aqui lendo este texto. Mas no final eu postar ou não, nao muda a vida de ninguém. Essa leves é boa demais.

Eu digo isso porque escrever é meu hobbie. Meu emprego que me dá dinheiro, mesmo, é fazer fotos publicitárias. E tudo bem se eu errar em uma foto, ou esquecer de postar algum produto. Ninguém vai perder um membro por causa disso. No final eu vou descobrir meu erro, corrigi-lo, e a vida continua.

Eu queria muito dizer que todos os empregos são assim. Mas não são.

Um médico não pode se dar o luxo de esquecer de suturar alguém. Um piloto de avião não pode trabalhar sem conferir os flaps e sistemas de segurança. Tem vidas em jogo no emprego dessas pessoas. Vidas que não estão em jogo em fotos publicitárias, ou textos de um blog e episódios de um podcast.

Então se eu deixar de postar aqui, no final das contas, ninguém vai ligar de verdade, porque a vida continua. E tudo bem.

Mas, mesmo assim, estou aqui.



Ah…E, ja que você liga, eu aproveito para dizer que o episódio do Conversa de Pedro com a Nicole foi maravilhoso. Modéstia à parte, foi mesmo. Ela tem assuntos muito motivadores e questionadores, e quero trazer essa conversa dela ainda mais por aqui. Então por favor, acesse a página de Podcasts no menu aqui em cima e escute um pouco do que a Nicole tem a dizer.

De volta ao trabalho

Pedro sentou-se na mesa e pegou um caderno e uma caneta. Procurou uma folha em branco, e testou a tinta no canto inferior, com um pequeno rabisco em círculo. A caneta funcionou perfeitamente. As ideias, nem tanto.

Lembrou-se que nem era assim que ele escrevia, mais. O tempo de escrever poemas meio que já tinha passado, e agora ele tinha um teclado, e fazia textos para um blog.

Pegou o teclado bluetooth. Tentou ligar, mas ele nem deu sinal de vida. Ficou muito tempo parado. O teclado, não o Pedro. Mas o Pedro também. Enfim…

O teclado resolveu funcionar e sincronizar com o celular. Agora era escrever. Sobre o que o Pedro escrevia, mesmo?

Era alguma coisa sobre pessoas viajando no tempo, ou alguma coisa de alienígenas. Tinha também uns negócios que ele escrevia sobre escrever, e isso ele fazia direto.

Bom, esquece. Escrever agora é só parte do trabalho dele.

Pegou o celular, sem o teclado, mesmo. Em uns dois minutos abriu o editor de imagem e fez ali um post para o Instagram.

Nele dizia “estou de volta”.

É isso. De volta ao trabalho.

Volta das férias

Depois das primeiras ferias planejadas do blog Coisas de Pedro, estou de volta!

Este é exatamente aquele texto de volta das férias, onde eu falo o que eu fiz, por onde andei e como foi esse período de descanso (saudades de fazer textos assim na escola).

Bom, eu tirei férias e parei de publicar textos aqui para sobrar mais tempo. Assim eu pude me concentrar em outros projetos e fazer outras coisas.

Começando pelo meu novo livro de ensaios. As primeiras semanas de férias pude me concentrar cem por cento em escrever crônicas para ele. A maior parte do livro foi escrita em menos de quinze dias. Depois, eu tirei férias até do livro.

Enquanto escrevia bastante, também gravava bastante. Convidei pessoas incríveis para gravar o meu novo formato de entrevistas do podcast, o Conversa de Pedro. O mais inacreditável dessa história toda, é que elas aceitaram! Esse sábado, dia 5 de junho, tem uma entrevista muito legal saindo aqui no blog e no Spotify. Consegui ter conversas realmente significativas e engrandecedoras, e esse próximo episódio do Conversa de Pedro vai te convencer disso.

É isso. Estamos de volta.

Toda terça e quinta um texto novo.

Quinzenalmente, um episódio de podcast.

Você pode acompanhar as novidades seguindo pelo e-mail, no final da página. Ou vai lá no Instagram @coisasdpedro.

Até quinta, com uma crônica. Um beijo!

Passando aqui…

Oi! E aí, tudo bem? Espero que as coisas estejam boas por aí.

Eu andei meio sumido ultimamente. Muita coisa tem acontecido por aqui, e por isso o blog ficou parado no último mês. Vamos lá, que eu tenho muita coisa pra te atualizar.

Já ouviu meu último episódio do podcast? É esse aqui. E nele eu falei sobre muita coisa filosófica, respondi perguntas com meu amigo Veetor e falei sobre os novos projetos que estou desenvolvendo. Spoiler: estou escrevendo um livro.
Se você ouviu o podcast já sabe, mas é exatamente isso. Um livro de ensaios e crônicas, com alguns contos curtos no meio. Pretendo postar mais coisas sobre ele lá no meu instagram @coisasdpedro, e falar mais aqui no blog como está sendo escrever.

Além disso tenho gravado muitas novidades para o podcast, especialmente o novo formato de entrevistas Conversa de Pedro.

Obrigado a vocês que continuam acessando o blog pra ver se tem mais novidade. E podem ficar atentos, que logo posto mais coisas por aqui. Agora vou ali escrever meu livro. Até logo!

Ajudar quem precisar

Estamos vivendo em momentos difíceis.


Eu queria muito ter parado de falar de covid e voltar a temas mais leves em setembro no ano passado, mas não está sendo possível. É 2020 tudo de novo.

E por causa disso precisamos ainda mais nos ajudar. Quem puder ajudar quem precisar.

Será que em um ano não aprendemos nada? No começo da pandemia muitas instituições e organizações se movimentaram para ajudar quem não tinha o básico para a sobrevivência e higiene. E depois, com muito atraso, veio o auxílio emergencial. Vi amigos e pessoas próximas tendo uma esperança de não terem que pedir comida por causa do auxílio.

Agora, em 2021, temos uma variante mais letal, uma piora nos casos e mortes, e sem auxílio emergencial. É por isso que precisamos nos ajudar.


Esses dias passou em casa um senhor vendendo salgados em uma caixa de isopor. Ele disse que a esposa fazia. Perdeu o emprego, e estava ali no sol de meio dia vendendo salgados para manter a renda. Eu, que não perdi o emprego (pelo menos por enquanto) pude ajudar. Os salgados são deliciosos. O sentimento de ajudar é indescritível.

Esse senhor ainda pôde juntar alguns recursos, a esposa faz salgados. Muitos sequer estão tendo a chance de se organizar pra trabalhar com algo e manter sua dignidade.

Se você pode ajudar, comprando de quem está passando em sua porta, ou em algum ponto da cidade, faça isso. É tempo de ajudar quem precisar. Não vamos sair dessa sozinhos.