#9 Desenvolvimento Sustentável

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Textos lidos no episódio:

Sustentável

Desenvolvimento

Pesquisa do Episódio:

Nerdcast 759 – O Caminho para a Sustentabilidade

Scicast 351 – Preservação Ambiental

Scicast 388 – Energias Renováveis

Aks Big Questions – Is it too late to stop climate change? (É tarde demais pra parar a mudança climática? em inglês)

Gatesnotes.com

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Aceite ajuda de outros olhos

Com ajuda da dona Cida, nossa casa estava ficando com cara de casa de verdade. Os móveis entrando nos lugares, e a cama, o fogão e a geladeira estavam sem os plásticos de produto novo que acabou de chegar.

O único lugar da casa que eu e minha digníssima não tínhamos acertado como ficaria era a sala.

Ganhei quatro pallets da Vitoria (Obrigado, Vi!) e minha missão era transformá-los em algo que decoraria a sala de um jeito único, que você encontra em qualquer página DIY de pinterest. E foi assim durante uns 3 ou 4 dias, chegando em casa do serviço e fazendo medições, marcações. Enquanto anoitecia eu estava ali cortando os palelts com uma serra elétrica. Lixando madeira por madeira, ripa por ripa. Depois, com ajuda da noiva e da sogra, eles foram pintados uniformemente de branco. Ficaram lindos.

Mas quando chegou no dia de montar, eu cocei a cabeça. Tentei lembrar de todo o planejado quando fiz as marcações e cortei. Os quatro pallets pintados de branco (removendo as marcações que eu havia feito) foram o quebra cabeças mais difícil que eu já montei. E não montei sozinho.

Esperei chegar o fim de semana e pedi ajuda do meu pai. Ele veio, com a furadeira, mais ferramentas e parafusos. Além disso tudo, veio com a experiência de quem construiu duas casas e montou e desmontou muitos guarda-roupas na vida. É, ele é meu pai.

E me deu ideias muito simples de jeitos de montar que eu nunca pensaria sozinho. Em pouco mais de uma hora e meia, 4 pallets se tornaram um sofá perfeito. Eu usei meu colchão como estofado.

Semanas depois comprei luzes que tornaram nosso sofá de pallet ainda com mais cara de pinterest.

Mas aprendi que, por mais que você saiba o que está fazendo, nunca saberá tanto quanto quem já fez muito mais vezes que você. Experiências dão as melhores habilidades e, sempre que possível, aceite ajuda de outros olhos.

Pequeno medo de escrever

Nos últimos meses alguns amigos descobriram que eu tenho podcast, um blog, um livro publicado. Eu fico feliz quando as pessoas que eu convivo acabam conhecendo esse meu lado que acabo não compartilhando tanto na vida social.

E dessa descoberta de muitas pessoas próximas, algumas tem começado a ler o meu romance, Clara. Eu mesmo acabei redescobrindo o livro que escrevi e publiquei neste blog há pouco mais de três anos.

Muita coisa acontece em três anos. E eu nunca imaginei que este blog se tornaria tanta coisa em tão pouco tempo. Mas hoje, quando eu penso em escrever um livro com cem páginas ou mais, não sei se consigo.

Eu me habituei a contar histórias curtas usando poucas palavras, como tenho feito aqui quase toda semana. Romance é um formato completamente diferente. Os personagens têm a chance de serem mais aprofundados, e as tramas mais elaboradas. Foi assim com Clara. Eu só tenho um pouco de receio de começar a escrever algo grande e extenso e acabar me perdendo.

Ao mesmo tempo eu não pretendo me prender nesse medo por muito tempo. Logo logo teremos mais contos e textos mais extensos por aqui. Vou continuar usando este blog como minha área de experimentos, e um lugar para onde vão todos os documentos deletados do Word.

Seja legal com seus vizinhos

A casa estava na fase final da pintura, e eu já trouxe algumas coisas minhas para começar a dormir aqui. Levou uma ou duas noites para que eu deixasse o cantinho do colchão do meu jeito, e me sentisse confortável com a casa nova. Mas logo a primeira noite senti grande diferença com o silêncio do bairro novo (muito diferente dos barulhos do bairro anterior) além da casa ser um pouco mais quente.

Enfim, eu estava na minha casa. Nessas semanas eu ia almoçar na casa dos meus pais, trabalhava e vinha somente para dormir.

Então terminei a compra dos móveis grandes, que agora poderiam ser entregues pela transportadora direto no imóvel, sem maiores complicações. Bom, foi isso o que eu pensei.

Comprei, coloquei o endereço novo. Tudo certo.

Mas, como eu já disse ali em cima, eu estava passando o dia todo fora. Inclusive nos horários em que a transportadora chegava com minha geladeira, a máquina de lavar e tudo o que eu comprava. O entregador, coitado, batia com a cara na porta. O meu cadastro estava desatualizado. Ele ligava para o meu número antigo e ninguém atendia. O que aconteceu?

Aí entra em cena Dona Cida. A grande heroína dessa história toda. Eu cheguei em casa depois das seis da tarde, e ouvi alguém chamando no portão. Ela se apresentou, e disse que vieram entregar uma geladeira e ela recebeu. Se não recebesse, o móvel acabaria voltando para Niterói, e sabe-se lá quando eu conseguiria ir buscar em Niterói.

Dona Cida foi a melhor vizinha que eu poderia ter. Recebeu a geladeira, o ar condicionado, a máquina de lavar. E ainda por cima ela acorda cedo e varre a calçada da casa dela e da minha. “Já fizeram isso por mim, agora eu faço pelos outros também” ela diz.

O aprendizado que fica aqui é de ser legal com os seus vizinhos. Ser legal como a Dona Cida é.

Pedinte atualizado

O moço passava pela calçada movimentada de uma das principais avenidas da cidade quando ouviu uma voz o chamando alguns metros à frente.Bom dia, rapaz – disse o pedinte sentado na calçada.

– Ah, senhor, eu não tenho tempo. Estou atrasado para o serv…

– Só uma ajudinha, rapaz. Qualquer quantia vai me ajudar bastante – disse, apontando para uma plaquinha que chamou a atenção do moço de terno.

– Uma placa impressa em um papel A4 com um código QR.

– O que é isso?

– É o meu PIX. O senhor pode me dar uma ajudinha?

– O senhor aceita esmola…

– …pelo PIX. Exatamente. Hoje em dia quase ninguém tem moeda na carteira, senhor.

– Hum…

– Tem gente que nem com carteira anda mais..

– Uhum…

O moço estava entregue. Já estava atrasado mesmo, e aquilo ali não levaria a lugar algum, mas queria continuar ouvindo aquele pedinte moderno.

– E além do mais, a gente tem que acompanhar, né. Não vou chegar ali pra comprar meu hamburgão com nota velha. A roupa eles nem ligam mais. Mas depois que mudaram as notas de real, rapaz..tá difícil

– Entendi…mas é que eu tô mesmo atrasado.

– Ah, não tem problema. Não mesmo. Se você quiser eu passo Picpay

– Oi?

– Só procurar lá depois @medigodaruavinte. Beleza?

– Tá..tá bom…

– Obrigado

– De nada

E saiu o moço de terno, pasta de couro, e um ponto de interrogação imaginário enorme sobre sua cabeça.