Não deixe pra amanhã, mesmo que seja daqui a pouco

Em menos de uma semana encontramos uma casa que não parecia um cativeiro, e fechamos contrato o mais rápido possível. O locador é muito gente boa e conhecido aqui na cidade pequena. No fim de semana mais próximo assinamos o contrato e peguei a chave da casa.  

No instante em que a chave e o contrato da casa estavam em minhas mãos, me senti um adulto como poucas vezes havia sentido. Mandei mensagem para minha digníssima, e em alguns minutos estávamos entrando na casa que seria nossa pelo tempo que está redigido no contrato. E ela é um sonho. 

O banheiro não parece nada com um cenário de assassinato. A casa tem ângulos retos e é muito bem construída. Era uma tarde de sábado, e eu pensava em ter tempo para digerir o fato de que, pela primeira vez na vida, eu já tinha a minha casa para morar. E não era a casa dos meus pais. 

Ali, na futura sala de casa, conversamos sobre onde colocar os móveis e a decoração. 

– Vamos começar a limpar? – disseram os pais da minha querida. 

Os meus planos eram: acordar cedo no dia seguinte, empacotar e arrumar mais algumas coisas para vir fazer a limpeza o mais rápido possível. Daria tempo de fazer tudo com calma.  

Calma coisa nenhuma!

Menos de meia hora depois a casa já estava sendo varrida, lavada e esfregada por mim, minha digníssima editora chefe e nossos pais. Em poucas horas tudo estava seco e pronto para começar a receber as novas camadas de tinta nas paredes. E foi o que se seguiu nos dias seguintes, que será descrito no próximo episódio desta série. 

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