Tédio atualizado

Eu tenho uma nova descrição para Tédio.

Geralmente o tédio é causado pela falta do que fazer. Uma sala de espera, o fim de semana em hotel fazenda (ou qualquer hotel normal) são geradores de tédio que, se pudessem gerar energia elétrica, estaríamos feitos para todo o sempre.

Elevadores são perfeitos geradores de tédio, porém o tempo em que você passa neles são curtos. Estamos falando do tempo real. O tempo imaginário são sempre medidos em meses ou anos na linha temporal dos elevadores.

Enfim, o tédio é mais do que o estado de falta do que fazer. Vai além da sensação que esse estado causa. Pra mim é outra coisa.

Quando não tenho nada pra fazer eu, geralmente, crio. Uma fila do banco, geralmente, me rende várias ideias para textos aqui para o blog. Uns 30 minutos na porta de casa esperando uma carona que demorou me renderiam ótimos roteiros imaginários de filmes de ação. O meu problema é com ter coisas pra fazer.

Quando eu tenho algo pra fazer, eu procrastino. Evito o máximo fazer o que precisa ser feito. E aí que eu me vejo na obrigação de arranjar algo pra fazer. Qualquer coisa, menos a minha tarefa principal. É aí que se encaixa o meu tédio.

Exatamente aí, entre o que eu quero fazer o no momento, e o que eu deveria ter feito há 2 dias. Existe um pequeno momento em que eu me contento que “tá bom, eu preciso fazer isso. E não há nada que eu possa fazer para procrastinar”. Então eu fico entediado. Apoio o cotovelo no sofá, o queixo na mão. Encaro o vazio da existência e da sala. Eu tenho mesmo que fazer isso? Que tédio…

(postado numa quinta feira de tédio)