Reconhecendo méritos

É preciso reconhecer os méritos.

Mesmo quando alguém não tem a melhor reputação, ou tem uma visão política diferente da sua. Quando ela toma uma decisão acertada, ela merece o mérito. Talvez nem sempre pelos meios com os quais tomou a decisão, ou da forma que a decisão foi tomada. Boris Johnson tem histórico de atleta.

Já é mundialmente conhecido que o primeiro ministro do reino unido não tem motorista particular e, diferente da grande maioria dos chefes de estados mundiais, ele vai para o trabalho de bicicleta. Não só vai para o trabalho de bicicleta desde quando era prefeito de Londres, como impulsionou o uso da bicicleta como meio de transporte na capital em sua gestão.

No dia 27 de março de 2020, Boris Johnson foi o primeiro líder de governo a divulgar o seu teste positivo para Covid-19. Ele tem 55 anos.

9 dias depois da divulgação do seu exame, Boris Johnson foi internado na rede pública do estado Inglês. La chamado National Health Service (Serviço de Saúde Nacional), modelo base para o nosso SUS brasileiro. Ele passou 123 dias na unidade de tratamento intensivo, e chegou a dizer que viu a sua vida estar por um fio. Foi cuidado muito bem por médicos estrangeiros dentro do sistema de saúde de seu próprio país.

Ainda se manteve de quarentena e repouso alguns dias depois de receber alta, no dia 12 de abril, e manteve-se em isolamento por uns dias até voltar a trabalhar pelo povo inglês.

Hoje, curado do coronavírus e ciente da gravidade dessa doença, ele acabou com a quarentena? Bom, na verdade longe disso. Ele prorrogou a quarentena, e estipulou duas semanas de quarentena para viajantes que vierem de qualquer lugar do mundo.

O primeiro ministro. De direita. Com histórico de atleta. Renovou a quarentena. Para o bem do seu povo.

Que o Reino Unido consiga superar as mais de trinta mil mortes, identificadas ou não, por Covid. Que consigamos seguir em frente depois dessa tragédia, juntos.