Uma tempestade se aproxima

Gostaria de compartilhar com você uma curiosidade cotidiana que me aconteceu uns dias atrás. Não apenas uma curiosidade, como uma constatação da natureza.

Por uns dois dias o verão realmente decidiu fazer as malas e ir embora, dando lugar a uma temperatura fria e um vento gelado, que fazia um bom tempo que eu não sentia. Começamos a nos preparar para o inverno aqui em casa. Tirar as cobertas do fundo do guarda roupa, lavar as meias, as blusas de frio. Até desmontamos a piscina inflável.

Dadas as condições de três dias consecutivos de frio intenso e vento que gelava os ossos, foi fácil de se imaginar que aqui, no começo do outono, o frio veio pra ficar. Já até nos despedimos do calor. Mesmo contando que, na região onde moro, existem somente uma ou, no máximo, duas semanas de frio intenso no ano inteiro.

Então, ao amanhecer de um certo dia, uma notificação no meu celular avisou que, neste dia, a máxima voltaria a ser de 31 graus. Trinta e um graus? A máxima de ontem foi 26°. Era muito fácil de se duvidar, olhando para os três dias de frio passados, que os três dias à frente seriam iguais.  Eu, que não tenho propriedade nenhuma, e mal enxergo o céu acima de mim, não duvidei, mas me preveni. Andei sempre com uma blusa por perto.

Não duvidei porque eu apenas observo o céu. A notificação do meu celular vem de cientistas que estudaram a vida toda, se esforçaram muito para entender como o tempo funciona, e agora que são técnicos e doutores em meteorologia, sabem muito bem do que estão falando do que eu. Quando cientistas dizem que vai chover, é porque vai chover sim.

E tem uma tempestade muito grande vindo nas próximas semanas. Uma frente fria, acompanhada de um desastre. Já está chegando. Não precisa de notificações no seu celular.