52 Semanas

Tudo começa com uma tela em branco. Existe um cursor, em linha reta na vertical, que pisca e indica que esta tela está pronta para receber novas informações, como se me dissesse “E aí, Pedro, não vai parar de enrolar e começar a escrever, não?”

Eu vou. Mas, antes disso, diferente de todos os anos anteriores, eu vou fazer uma programação. Isso porque, primeiramente, as coisas de Pedro já não tem programação, no geral. Este blog, mesmo. Eu tive a ideia de fazer, o nome veio junto com a ideia, e dois dias depois ele já estava publicado.

Depois publiquei Clara aqui, também sem qualquer tipo de organização e planejamento. Foi perfeito, como as coisas sem organização e planejamento tendem a não ser. Mas às vezes acabam sendo.

Aqui a programação:

Temos à frente 52 semanas, que podemos fazer o que quisermos das nossas vidas. Tá, vamos arredondar para baixo. Cinquenta semanas. É um número bom de semanas. Tem sete dias em cada, e vou postar só dois dias por semana. Ou seja, são 100 textos. Quem tem tanta coisa pra falar? Meu Deus.

Tá, digamos que eu poste dois textos toda semana, eu preciso saber sobre o que vou falar em cada um dos textos, e programar a publicação deles com, pelo menos, uns dois dias de antecedência. Levando em conta que são 100 textos, excluindo qualquer texto adicional ou série que eu fizer durante o ano, chegamos à conclusão de que é muito texto.

Se eu fizer mais um texto por semana, serão 150 textos. Eita. Fica nos 100 mesmo.

Faz assim, a gente espera dois textos por semana. Se vier um, na terça de manhã, tá ótimo. Se não vier na quinta, tudo bem. Ninguém desespera. Quintas feiras nem são tão legais mesmo.

Mas se, de repente, vier três textos na semana, com uma série nova ou alguma ideia diferente, a gente publica e fica por isso mesmo. Se não, tudo bem, também. Coisa de Pedro é assim.