Moça na frente do banco

A história é importante. Os fatos tem que ser verossímeis, as informações tem de ser passadas na cadência exata para não sobrecarregar o interlocutor, de forma que ele assimile a importância das circunstâncias apresentadas diante de todos os personagens envolvidos.

É, não importa qual seja, todas as histórias são feitas para que você se identifique com os personagens e se relacione, positiva ou negativamente, à história. Quem está contando a história, na grande maioria das vezes, está tentando te comover de algum jeito.

Posso afirmar com plena certeza que aquela moça, parada em frente à saída do Banco com um caderninho nas mãos, não era muito boa em contar histórias. Ela me contou que sua irmã tinha um filho com leucemia, e precisava de um tipo especial de leite que o governo não dava, e estava contando com a ajuda de quem se disponibilizasse a ajudar. Disse o valor do leite, e até o quanto desse valor já tinham conseguido juntar. Terminou dizendo que todos os que ajudaram teriam seus nomes em um agradecimento publico na rádio da cidade.

Ela me contou tudo isso um ritmo monótono e sem pausas, mostrando assim nenhum valor à arte de contar histórias.

 

Esta história se conclui em Eu queria ajudar

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