Tapa buracos do tempo

Eu não sei se ficou claro o suficiente aqui – e se não ficou claro, é porque eu não quis deixar claro até o momento – mas eu quero ter o mínimo de trabalho possível.

Eu escrevo uns textos, publico toda semana aqui. Você vem de vez em quando e lê. Alguns você não gosta, outros você não entende. E pretendo manter nossa relação neste mesmo nível, caro leitor.

Se você costuma ler outros blogs, já percebeu que todos eles têm imagens em seus textos. Isso significa que alguém parou, por mais de 15 minutos, assinou algum serviço de banco de imagens e seleciona fotos relacionadas para vincular nos textos do blog.

Isso você não encontra por aqui.

E não é por má vontade, não.

É que quando comecei publicando os primeiros textos, eu queria que o blog tivesse aparência de colunas de jornal. E o jornal, que era a mídia mais barata antes de existir computador, também possui imagens. Mas isso não vem ao caso.

Não existe um consenso unânime, mas as crônicas surgiram para tapar os buracos da diagramação do jornal de papel. “Tem um quadro em branco aqui. Cabe 800 palavras. Manda fulaninho escrever alguma coisa pra por aqui!” e assim nasceram os cronistas.
Na verdade as crônicas de jornal chegam a ter 1500 palavras. Sem imagens. Mas isso é pra quem tem tempo de ler jornal.

E eu tô meio sem tempo, e não quero ter nem dar muito trabalho.

É por isso que aqui, no Coisas de Pedro, não tem imagem. As crônicas tem de 150 a 400 palavras. É basicamente um blog cheio de tapa buracos do tempo, que começa comigo aqui escrevendo e publicando, e você aí, lendo e rindo de como eu sou besta.

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