Utopia

Uma vez alguém pensou num jeito de acabar com os problemas de todo mundo. Todas as pessoas seriam felizes. Elas trabalhariam pelo próprio sustento e fariam trocas justas com outras pessoas.

E, falando em justiça, as leis seriam aplicadas de forma que favorecessem a todos, independente de classe social e econômica. Aliás, não existiria diferenças de classe social nem econômica. Seriamos todos chamados assim, ó: Humanos.

E, falando em humanos, nós teríamos direitos, que seriam respeitados do jeitinho que eu falei lá sobre Justiça.

As pessoas teriam tempo para aproveitar com suas famílias e seus animais de estimação. E ninguém ousaria chamar esse tempo de ‘tempo livre’, porque todos estariam trabalhando o seu bem estar. Parece que, nessa utopia, existiria bem estar.
E, falando em Bem Estar, mesmo se uma pessoa ficasse doente, ela seria tratada. Todos os médicos atenderiam todos os tipos de pessoas, então haveriam médicos para todo mundo.

O mesmo com professores. Todos os adultos seriam professores, e teriam tempo para ensinar seus filhos, sobrinhos e netos, assim ninguém ía ter que ensinar o filho de ninguém. Também não haveriam salas tão lotadas pra um professor só ensinar ganhando quase nada.

Esse alguém, que projetou e imaginou isso tudo, não foi considerado um gênio. Não foi premiado e ovacionado em lugar nenhum.

Esse alguém era uma criança, e seu pai falou “O mundo é muito complicado, filha”. E as coisas continuaram do jeito que estão.