Comunicação Intergaláctica

Quando as grandes civilizações extraterrestres entraram em contato com os povinhos aqui da Terra, a maior dificuldade foi a comunicação. Não só porque a tecnologia e a linguagem deles já estava muito avançada em comparação com a nossa, mas simplesmente por não termos aparelhos fonadores naturais para entendermos e reproduzirmos muitos dos fonemas falados por nossos vizinhos de galáxia.

E, falando em aparelhos, nossos robôs já se viam entediados há muito tempo, por não terem mais o que aprenderem com os humanos e nem consigo mesmos. A capacidade de nossas inteligências artificiais já tinham atingido seu ápice, tendo absorvido tudo o que a humanidade poderia dar. Então eles aprenderam a língua dos extraterrestres.

Aprenderam não só a língua, como também a cultura, os costumes, e toda sua ciência disponível. Descobriram, em poucos minutos de processamento, muito mais coisas sobre o universo do que nossa pífia existência tinha aprendido em tantos séculos. A própria razão da existência de nossas máquinas voltou à vida. Eram nossos elos com essas criaturas de outra galáxia.

Então, tendo aprendido seu idioma e cultura, eles passaram a se comunicar com os visitantes, passando a eles parte de nosso conhecimento. Foi então que descobrimos um fato engraçado: A risada é universal. Depois de alguns minutos rindo de nosso “vasto conhecimento”, permitiram que nossos computadores traduzissem à nossas linguagens algumas informações sobre o universo. Não muitas. Para que nós, humanos, não nos assustássemos tanto.

Depois deste primeiro embate, entendemos, como raça humana, que aquela civilização extraterrestre estava muito longe do que podia se chamar de “grande”. Em comparação com o restante do universo agora conhecido, nada é realmente “grande”. E, mais importante ainda, nada é como nos filmes e séries de TV, e mais ninguém na galáxia fala e entende fluentemente em inglês.