Caro amigo extraterreno

Meu caro amigo extraterreno,

Eu sei que, olhando daí de cima, muita coisa parece complicada e sem sentido aqui em baixo, e é sim. Estou te escrevendo especialmente para tentar descomplicar qualquer coisa que te impeça de vir dar umas voltas por aqui, aproveitar o verão, as praias e fiordes, e lidar com o bom humor dos seres humanos…

Por exemplo, por aqui se você quiser aproveitar o verão, as praias e fiordes, você vai precisar muito de um negócio que costumamos chamar de dinheiro. É mais fácil eu e explicar o que são verões do que dinheiro, mas, veja, estou aqui para te ajudar, e logo você vai entender disso tudo como um bom humano.

Olha, não nos subestime. Nós temos história.

Quando começamos a morar em cavernas mais próximas, uma caverna tinha mais de uma certa coisa, enquanto a outra tinha mais de outras coisas e vice versa. Era preciso um meio de trocar as coisas por coisas equivalentes. Inventamos, brilhantemente, a moeda. A moeda seria esse meio de troca entre uma coisa e outra. Mas a moeda não pode ser, por exemplo, Rabanada. Existem muitos tipos de rabanada, e umas melhores que as outras (te explico depois o que é rabanada). Então o que nos fizemos? De maneira absurdamente genial, pegamos uns pedaços de metais, fizemos uma máquina que pega papel (um material muito barato por aqui, mas aposto que vocês nem usam mais) e prensamos esse papel de um jeito que ele fique único e facilmente identificável. Por exemplo, com o desenho de um peixe de um lado, e um número do outro. Esses papeizinhos coloridos já geraram guerras e mortes. Muitos conflitos. Coisas que nós, humanos, adoramos.

Com poucas notas dessas, você consegue uma bela porção de camarão e cerveja gelada em qualquer praia do litoral Brasileiro, sem deixar de aproveitar do calor e da hospitalidade humano!

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