Crítica especializada

Agora essa!

A crítica especializada definiu meu livro como ‘razoávelmente bom’! Eles nem sabem que razoavelmente não tem acento. E, também, o que é bom? Eles mesmo disseram que aquele outro escritor era excelente, sendo que é um crápula. Provavelmente nem sabem o que é um crápula. Quem escreveu este texto? Vou ligar pra essa editora. Essa crítica não é especializada em porcaria nenhuma. Classificou meu livro como comédia romântica.

Que absurdo!

É um pseudo-romance. Quem não enxerga isso?

Aposto que sequer leram meu livro. Só leram a sinopse e fizeram essa crítica. Ninguém que leu disse essas coisas. Olha isso: “A obra por muitas vezes se torna cansativa meio a tantas referências e fracas discussões existenciais, que impedem que a história progrida”. Você leu meu livro em dois dias. Achou, em algum momento, cansativo? A história progride justamente nas discussões existenciais. O que esse cara acharia de um livro de filosofia?!

Ele daria duas estrelas pra Platão ou Nietzsche.

Essa crítica, ela não é especializada em coisa nenhuma. Olha isso aqui! Eles deram quatro estrelas e meia pra Crepúsculo. Pra mim dão três. Na crítica do Dom Casmurro dão cinco estrelas, e ficam só falando de como ele é um clássico, e o enigma da Capitu.

Vou ligar pro cara que escreveu isso aqui. Ele não entendeu meu livro. Só pode ser. Amanhã vão comprar esse jornal, e repetir o que está escrito aqui, como se tivessem lido o livro. Hoje em dia qualquer carinha com um notebook se acha crítico especializado. Também qualquer idiota com notebook se acha escritor.

Era só o que faltava…